Língua mordida

Posted in GP2 on 15/09/2009 by zeroforce

No último sábado, no Twitter, elogiei o português Álvaro Parente: disse que, depois de Lucas Di Grassi, o piloto da Ocean era o melhor da GP2. Mordi minha língua no dia seguinte. Olha a cagada que o rapaz fez:

Enfim, continuo o achando muito talentoso e equilibrado. Mas falta bastante regularidade, e acho cada vez mais que a F1 erra em trazer pilotos muito jovens. Tempo, tempo…

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Imagina…

Posted in GP2 on 14/09/2009 by zeroforce

… o que aconteceria se o motorista desse reboque não interrompesse sua ideia GENIAL de atravessar a pista para pegar o carro de Johnny Cecotto Jr?

E outra: quem confia nos cabos de kevlar para impedir que a roda escape em acidentes como este?

Em tempo, o acidente foi na última volta da corrida 1 da GP2, neste fim de semana, em Monza.

Há dez anos, morria Gonzalo Rodríguez

Posted in Indy on 11/09/2009 by zeroforce

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11 de setembro será lembrado sempre como o dia de Osama. Em 1999, entretanto, bem antes dos atentados às Torres Gêmeas, o automobilismo se enlutou com a morte de Gonzalo Rodríguez.

O piloto era o principal representante do esporte a motor uruguaio: aos 27 anos, recebera um convite para correr pela Penske na Cart, à época prima rica na cisão com a IRL. Rodríguez vinha de uma temporada 1998 muito forte na F3000, em que terminou em terceiro — o campeão foi um certo Juan Pablo Montoya —, e era o segundo colocado no campeonato do ano seguinte, atrás apenas de Nick Heidfeld, um alemão de 22 anos que já havia garantido o título.

A primeira e única corrida de Gonzalo na Cart foi em Detroit, onde largou em 23º e terminou em 12º, marcando um ponto para a Penske, que fazia péssima temporada — Al Unser Jr, piloto titular, terminou em 21º. Um mês e três GPs depois, voltou à equipe para o mítico GP de Laguna Seca. No sábado, durante treino, o uruguaio se aproximava do Saca-Rolha quando, provavelmente por um problema mecânico, passou reto no início da descida, indo de encontro à barreira de pneus. O obstáculo serviu somente para fazer o carro número 3 capotar de frente.

O carro “pousou” de cabeça para baixo, e a pancada causou uma fratura na base do crânio do piloto. Ainda não era utilizado o HANS. O piloto foi decretado morto às 10h10 — no horário local. Foi o primeiro acidente fatal de um piloto da Penske desde 1975.

Seus familiares criaram a Fundação Gonzalo “Gonchi” Rodríguez, que põe em prática programas pela melhora das escolas públicas do Uruguai e pela associação do bom ensino da educação física com as aulas em sala.

– 17 milhões

Posted in Indy on 01/09/2009 by zeroforce

A Versus tomou da ABC/ESPN os direitos prioritários das transmissões da Indy no início do ano. É uma TV menor, embora em crescimento. Por outro lado, dá bastante atenção às coberturas das provas da categoria. Nesta semana, a DirecTV retirou a Versus — de propriedade da operadora rival ComCast — de sua programação, alegando discordar de valores e exigências da emissora.

Assim, os GPs de Motegi e de Homestead, que decidem a temporada, não poderão ser vistos pelos 17 milhões de assinantes da DirecTV nos Estados Unidos.

Parabéns, pessoal.

Ê, rasteira

Posted in F1 on 25/08/2009 by zeroforce

Não queria estar na pele de Badoer. Já tem até piloto se oferecendo para o seu cockpit. Alguns mais novos negociam — caso de Piquet —, mas Anthony Davidson pegou pesado em entrevista ao Daily Telegraph. O inglês vai tentar dar uma passada de perna daquelas no veterano.

“Falarei pessoalmente com a Ferrari para incluir o meu nome. Luca não esteve nem perto de marcar pontos, e aquele carro é capaz disso. Estou pronto e acho que sou melhor. Isso não é ser arrogante, é somente o que eu acredito. Tenho a experiência necessária para ter minha chance na F1 — então, por que não na Ferrari?”

Vale lembrar que Davidson e Massa, a quem o britânico substituiria, se odeiam. “Ele era sempre o primeiro a reclamar nas reuniões sobre os pilotos que, como eu, levavam voltas durante as corridas. É isso que acontece, amigo: um pouco de bandeira azul para você. Você foi um lixo, foi inútil”, falou, após o GP da Inglaterra de 2008, em que Massa teve muitas dificuldades com a chuva.

Algo me diz, caro Anthony, que você vai continuar fora da categoria…

Um deslize e uma quase tragédia

Posted in Indy on 22/08/2009 by zeroforce

Ao contrário da maioria das semanas, não estou cobrindo a Indy. Mas tento acompanhar as coisas na medida do possível. Durante o treino livre deste sábado (23), houve um forte acidente entre Will Power, da Penske, e o reestreante Nelson Philippe, da Conquest. O francês rodou e parou com o carro atravessado entre areia e pista. Ernesto Viso conseguiu escapar, mas Power atingiu em cheio o carro de Philippe. O australiano sentiu dores nas costas e foi levado de helicóptero a um hospital. Com uma lesão no pé, Nelson foi de ambulância. Ambos sofreram concussões. Na minha opinião, por alguns centímetros não houve uma tragédia, e, assim como aconteceu com Zanardi. Veja:

O Rodrigo Mattar, editor dos programas Grid Motor e Linha de Chegada do SporTV — e comentarista do canal —, acha que esta é a prova de que tem muito piloto ruim na IRL. E tem, mesmo. O grande problema do acidente, entretanto, me parece ser aquele terreno (areia?) ao lado da pista, que prendeu o carro do Philippe. Por outro lado, tenho minhas dúvidas se ele não poderia escorregar para fora de maneira mais limpa, o que evitaria a atolada.

Preocupante

Posted in Stock Car on 14/08/2009 by zeroforce

Antes de tudo, caro leitor, relembremos fatos importantes para a compreensão deste texto:

No sábado da etapa de Salvador da Stock Car, puto após um erro da direção de prova, que acabou prematuramente o Q2 do treino classificatório, Antonio Pizzonia criticou a categoria. Disse que falta profissionalismo e, na irritação do momento, acusou a Stock de beneficiar Cacá Bueno. Disse ainda que “toda corrida é uma palhaçada” e que os briefings são “ridículos”, nos quais pilotos e equipes tentam mudar o regulamento a cada prova. Depois, mais calmo e informado de que não foi o único a ser prejudicado pelo vacilo de Carlos Montagner, pediu desculpas a Cacá. O piloto da Red Bull, na coletiva após a vitória, elogiou a atitude do amazonense, a quem chamou de “homem” por assumir uma falha.

[Fim do prólogo]

Agora, o que há de novo. Em seu blog, Pizzonia reiterou suas reclamações e as desculpas a Cacá, que, afinal, não teve culpa nenhuma no episódio. Além disso, disse que falhou com Montagner ao ser mal-educado em sua reclamação cara-a-cara. Mas disse algo que me afligiu:

“Chegou até aos meus ouvidos a informação de que devido as minhas declarações eu não era mais um piloto bem quisto dentro da categoria e a partir de agora eu seria marcado até eu sair dela. Não vou citar nomes, mesmo porque não posso acreditar que isto ocorra na Stock Car.”

Espero que Pizzonia esteja certo e sejam apenas boatos. Porque é inadmissível que pilotos sejam censurados ou recebam sanções por dizer o que pensam ou criticar a categoria. Na Indy, é costume ver reclamações duras de pilotos em relação a seus pares, equipes ou organização. Na F1, foi notório o envolvimento de pilotos no episódio político que quase rachou a categoria. Alguns deles, inclusive, falaram contra Max Mosley, simplesmente o chefe do automobilismo mundial. Seria uma vergonha se surgisse tal postura de dentro da Stock.

Pizzonia, aliás, esteve em muitas das principais categorias do mundo: F3, F3000, GP2, Champ Car, F1 e hoje se divide entre a F-Superliga e a Stock. Conhece muito do automobilismo mundial, não seria leviano em suas opiniões. Em sua carreira, não há qualquer episódio que gere suspeitas sobre a honra e a honestidade do piloto.

Assim, apressado para viajar, termino meu texto com as palavras do piloto, cuja coragem deve ser admirada, creio.

“Se o Cacá é beneficiado ou não em certos momentos, ninguém sabe. A categoria peca quando dá margem a nós pilotos, equipes, torcedores e espectadores pensarmos dessa maneira. Regras existem para ser cumpridas e não para serem alteradas a cada corrida.

Entendo perfeitamente que a corrida nas ruas de Salvador foi um caso a parte, mas em quase todas as etapas tivemos novidades esse ano. Espero que a categoria continue crescendo muito, de uma maneira correta e profissional, acompanhando principalmente o nível dos pilotos e o que a Stock Car merece.”

E você, o que acha?